Aurismar Mazinho Monteiro

Uma pena meramente entusiástica.

Textos


Cachoeira e cachoeiras

Há cachoeiras em fragas
e em todo tipo de torrão.
Há o Cachoeira no flagra
com políticos sem punição.

De cachoeiras, límpidas águas;
nalguns casos, correm rios de lama.
Do Cachoeira, tudo ilícito deságua:
fraudes, más famas, desvios, mais lama...

De cachoeiras, águas levam imóveis,
plantações, gados e lares.
Do Cachoeira levam bens móveis
e imóveis, conluiados parlamentares.

Das cachoeiras a ação é divina,
às vezes, intervindo o homem.
Contra o Cachoeira a ação é infinda:
são denúncias acusando mil nomes.

As cachoeiras pedem acuidade,
é a Natureza transbordando emoção;
Com o Cachoeira é dureza, o alarde:
Política, conluio, corrupção.

Falam do Cachoeira toda hora,
maracutaias, corruptos, Mensalão...
Quem é honesto, cansado implora
por um basta em toda podridão.

Estes versos retratam a revolta
de um poeta cidadão brasileiro
por ver que não têm mais volta,
bens públicos e muito dinheiro.

Versei cachoeiras, rios e águas,
corrupção, atos de improbidade;
mormente Cachoeira, uma frágua
para políticos e autoridades.

Ponhamos os corruptos pra fora!
Eles não merecem honrarias!
Justiça ao Brasil desde agora!
Honremos o povo e a Democracia!

 

Imagem: Google – cruzdeolhonanotícia.blogspot.com

AURISMAR MAZINHO MONTEIRO
Enviado por AURISMAR MAZINHO MONTEIRO em 28/06/2012
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