Aurismar Mazinho Monteiro

Uma pena meramente entusiástica.

Textos


Maria

Sinto o resvalar da alegria,
e não é sensação passageira,
sempre que te vejo, ó Maria,
meu sonho da vida inteira.

Desde infante tenho o pendor,
de te amar, querer só teu bem,
teus carinhos com todo fervor;
não me iludo, assim és também.

Sonhando, ingênuos, tão puros,
confessando as dores à lua,
crescemos; ficamos maduros,
mas sempre nos vendo na rua.

Vivo só, mas tristeza não tenho
nem de alguém penso em gostar.
E nas noites de lua eu venho
à janela pra ver-te passar.

Meu sorriso tem causa em ti,
quando meiga, olhas para mim.
E mesmo não estando aqui,
eu continuo sorrindo assim.

Teu coração a ninguém pertence.
Vives serena, linda, sozinha,
não triste, mas doce e contente,
como eu, na vida só minha.

Disso sorrio viçoso e feliz;
sou sincero, não é fingimento.
Da vida, sou ainda aprendiz,
sem saber o que é sofrimento...

Muito embora viesse a sofrer,
minha dor seria futilidade;
o tormento eu iria esquecer
e gozaria plena felicidade.

É que virias, Maria, me olhar
com zelo, não haveria desdém.
De todo mal, irias me curar,
e do amor seríamos reféns.


Imagem: Google – cmais.com.br
AURISMAR MAZINHO MONTEIRO
Enviado por AURISMAR MAZINHO MONTEIRO em 15/07/2011
Alterado em 10/09/2012
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