Aurismar Mazinho Monteiro

Uma pena meramente entusiástica.

Textos


      À escrivaninha, o meu lamentar 

     Às vezes fico tentando, sobre algo discorrer. À escrivaninha me sento, com a pena na mão a me entreter. Nada escrevo, paro e penso; engano meu a ocorrer. Espraio a vista à minha volta procurando inspiração. Revolvo meu passado, meu presente, minha vida no perpasso... escrevo na imaginação. Assim o tempo passa... e a pena na minha mão. Num ímpeto, escrevo o que me ordena o coração. Daí a explicação de sempre vos dizer: não me chamai escritor. Sou apenas mensageiro da alegria, da tristeza, do riso, da dor; também da melancolia, do certo, da incerteza, da vida, do amor... Vezes feliz, sorrindo a cantar; vezes triste, chorando a murmurar; numa prosa poética, singela como esta, e até ousando rimar. Mas agora, agora deflui, vê-se. Vinde declamar!

     Enfim, à escrivaninha, defluiu o meu lamentar.


Imagem: Google - ariadnecavalcante.blogspot.com
AURISMAR MAZINHO MONTEIRO
Enviado por AURISMAR MAZINHO MONTEIRO em 01/04/2011
Alterado em 26/08/2011
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